E o menino?

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(Lucas 2:41-50)
“Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.”

Final de ano é sempre uma época para se pensar. Refletir sobre o ano que se passou e projetar o ano que virá. Temos muitas necessidades e na busca em supri-las, muitas vezes nos distraindo e perdemos o foco. José e Maria levaram Jesus para Jerusalém conforme o costume da Festa da Páscoa. Jerusalém era uma cidade muito grande e desenvolvida comparado a Nazaré. Acredito que muitas coisas que não havia em Nazaré havia em Jerusalém e com certeza havia muita coisa interessante.

A bíblia nos conta que, acabado a festa regressaram e depois de um dia de viajem e se perguntaram: Onde está o “menino”? Então, passaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos, porém o “menino” não estava ali. Imagino que José disse para Maria: Pensei que o “menino” estava com você. E Maria disse para José: Eu é que pensava que o “menino” estava com você. Um pensava que o “menino” estava com o outro. Eles se empolgaram com a viajem e se distraíram a ponto de esquecer Jesus.

Muitas vezes nos distraímos e acabamos perdendo o foco. São tantas coisas que nos tomam a atenção que se não vigiar-mos, acabamos esquecendo o “menino”. E o que é pior, é que pensamos que o “menino” está conosco, porém ele não está. Às vezes não buscamos o “menino” porque pensamos que o nosso cônjuge, ou os nossos pais, ou os nossos filhos estão com ele. Vemos alguns deles buscando e achamos que não precisamos porque eles já o fazem. Ficamos dependendo dos outros e acabamos nos prejudicando espiritualmente, pois essa busca deve ser feita individualmente.

Se por acaso você esqueceu do menino e hoje quer ir buscá-lo. Lembre-se que ele pode ser achado no templo, na casa de seu Pai. As nossas necessidades, desejos, anseios, nunca podem tomar o lugar do “menino” em nossas vidas. Acima de todos e de tudo devemos amá-lo, buscar saber o que lhe agrada, ter comunhão e intimidade com ele, pois ele é o nosso bem mais precioso.

Trechos da ministração Tiago Passinato
Embaixada Florianópolis, 13/12/2009

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