O que te faria sair de casa antes das 6 horas da manhã, no maior frio, vestindo roupas leves, para percorrer 10 km à pé em cerca de 60 minutos? E entrar numa piscina, estando só de maiô ou sunga, numa manhã de inverno, sabendo que está, vamos dizer, um pouquinho acima do peso, para fazer uma aula de hidroginástica? Ou ainda, encarar um trânsito terrível após passar o dia inteirinho resolvendo pepinos na sua empresa, para levantar pesos na academia?Ir para academia, caminhar no parque, fazer exercícios em casa é encarado como um sacrifício para muita gente. E, olhando por essa ótica dolorosa, fica ainda mais difícil de sair do sofá mesmo. Infelizmente, a grande maioria das pessoas começa a treinar para resolver algum problema, como perder peso ou por outra recomendação médica. São poucos os que praticam atividades físicas por prazer.
Mas, vamos encarar os fatos: não dá para ficar parado, então que tal buscar formas incentivadoras para tornar o exercício físico um hábito que faz parte da sua rotina, assim como comer, escovar os dentes ou tomar banho? Se o processo é incorporado naturalmente no seu cotidiano, fica bem mais fácil de pedalar ou partir pra cima da esteira. A personal trainer Karin Ishii, professora de ginástica da academia Competition, de São Paulo, entrega as dicas para superar o obstáculo da preguiça e falta de motivação.
Encarar a atividade física com um pouco mais de prazer e menos obrigação já é um bom ponto de partida para aumentar a sua disposição e, portanto, o rendimento. Uma ótima (e necessária) alternativa é buscar as atividades que você mais gosta. Abra a mente para todas as possibilidades de exercícios que possam lhe agradar. Pode ser que a prática ideal seja uma aula de musculação, de dança contemporânea, jogar futebol ou seguir as indicações de um vídeo de ginástica no tapete da sala. Entretanto, é preciso fazer a pergunta: O que eu mais gosto de fazer para mexer o meu corpo?
O horário também ajuda a disciplinar o corpo para o momento da atividade física, e, assim como a escolha do exercício ideal, o período do dia mais indicado só descobre é quem treina. Normalmente, definir um horário é bom, porque o corpo acostuma com a rotina, e quando ela falha, você sente falta. Mas isso também não é uma regra. "Muita gente funciona com uma rotina fixa, enquanto outras preferem flexibilizar o horário do treino para não cair no tédio. O mais Importante é não deixar de fazer. Também é preciso observar sua hora de rendimento. Vale observar se o treino anda capenga de manhã porque o sono toma conta ou se a coisa desanda à noite em razão do cansaço acumulado do dia.
Ter uma turma de amigos, seja na academia ou o time de futebol do bairro, também é um fator que ajuda a motivar e criar o hábito. É bacana, porque um incentiva o outro. Se bate a preguiça, um parceiro pode ser a mola propulsora para tirar a pessoa do sedentarismo. A escolha do local também pesa. E, mais uma vez, tem que descobrir o que é mais prazeroso. Se é estar na academia ( e se as instalações também lhe agradam), se é movimentar-se a céu aberto ou até mesmo no conforto da sua própria casa.
Karin Ishii
Profissional Trainer
Karin Ishii
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